João Baptista Borges: Alemanha quer Angola no mapa mundial do hidrogénio verde

A Alemanha, através da sua Delegação de Economia em Angola, quer mostrar aos investidores internacionais o seu potencial neste segmento ainda não explorado, com uma matriz energética actual de 62% de energias limpas.

Luanda acolheu esta quarta-feira, 12, o 1º Simpósio sobre Hidrogénio Verde, no âmbito de uma parceria germano-angolana para a energia que consagra uma visão geral das perspectivas sobre o hidrogénio verde e as suas implicações no comércio global de energia.

O evento reuniu altas entidades dos governos dos dois Países, além dos membros do Executivo e investidores, o embaixador da Alemanha em Angola, Stefano Traumann, e o director-geral de política externa sobre o Clima, Economia e Tecnologia do Ministério Federal Alemão das Relações Exteriores, Oliver Rentschler.

Do lado do Executivo, participou Manuel Nunes Júnior, Ministro de Estado para a Coordenação Económica, Diamantino Pedro Azevedo, Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás e João Baptista Borges, Ministro da Energia e Águas de Angola.

Durante o evento, o governo da Alemanha manifestou o interesse em colocar Angola no mapa mundial do hidrogénio verde e energias renováveis, no quadro da estratégia da transição energética.

O apoio prevê ser concretizado com a operacionalização do programa de Diplomacia Global do Hidrogénio, conhecido, actualmente, como “H2 Diplo”, uma iniciativa do Ministério Federal Alemão das Relações Exteriores, que já conta com seis gabinetes de Hidrogénio instalados no mundo.

A Alemanha, através da sua Delegação de Economia em Angola, quer mostrar aos investidores internacionais o seu potencial neste segmento ainda não explorado, com uma matriz energética actual de 62% de energias limpas.

“Queremos colocar Angola no mapa mundi do hidrogénio verde, sendo o nosso objectivo e a nossa meta”, augura Vandré Spellmeier, delegado da Economia Alemão em Angola (AHK) e chefe do Gabinete Alemão-Angolano de Hidrogénio – H2 Diplo.

Vandré Spellmeier apresentou, nesta quinta-feira, o Gabinete Alemão-Angolano de Hidrogénio –H2 Diplo, no Primeiro Simpósio sobre Hidrogénio Verde Alemanha/Angola, um evento que contou com altos funcionários dos dois governos.

“Precisamos de realizar mais eventos como este e outros, nos próximos meses, com o objectivo de mostrarmos aos investidores estrangeiros que Angola merece estar neste mapa mundial”, João Baptista Borges reiterou.

À semelhança de outros países, Angola já sinalizou que está a trabalhar na sua estratégia de energias renováveis e, com o H2 Diplo, a Alemanha propõe-se apoiar o Governo na definição do plano para o seu ambiente.

De acordo com o responsável, já existem projectos instalados em vários países a nível de África, tais como África do Sul e Namíbia.

João Baptista Borges acrescentou que existe potencial para a produção de hidrogénio verde na África Subsahariana, com preços competitivos a nível mundial.

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